quinta-feira, 5 de abril de 2012

Capítulo 5 - A viajem


            Estamos indo para o acampamento de guerra, e estou muito nervosa...e cansada a gente já andou muito.
            -O que você tem Cristine?
            -Nada, porque a pergunta?
            -Você está pálida e parece estar nervosa, você está com medo?
            -Claaaaaaaaaaro que não. Quem você acha que eu sou sou?Eu só estou pensando se eles vão me descobrir.
            -Tem certeza que é só isso.-disse ele rindo.
            Quem esse moleque pensa que é, fica me desafiando, há mais ele vai ver só, eu ainda vou dar um jeitinho que dele se ver comigo.
            -Tenho sim, e se você começar a me irritar eu te levo de volta para a sua irmã.
            Ele ficou sério e eu comecei a rir, afinal eu tenho que mostrá-lo quem manda e sou eu.Não porque ele me é tão familiar...
            Depois te andarmos muito, muito mesmo...chegamos a uma cidade vizinha.
            -Garoto você parece cansado vamos parar para descansar um pouco.
            -Não se preocupe comigo, aguento andar mais.
            -Garoto, por favor, pode me dizer a verdade, eu usei minha vida inteira os truques de se fazer de durona, então eu sempre reconheço quando alguém usa, está bom quase sempre, vamos combinar assim eu não finjo com você e você não finge comigo, feito?- eu disse levantando lhe o dedinho.
            -Mas, eu realmente não estou cansado.
            Não sei por que eu gosto do moleque, ele é dos meus.
            -Ótimo, mas eu que estou no comando e agora vamos descansar e amanhã continuamos a viagem. E já estamos em outro vilarejo, você sabe o nome?
            -Se eu não me engano aqui é Heyguy, se você insiste vamos descansar um pouco então.
            Eu vi sua cara de alívio e não pude deixar de rir.
            Ficamos num quarto de tipo uma pousada, sei lá, e eu me senti bem, como não me sentia a muito tempo, mas ainda não consegui dormir direito.
            Depois de um tempo consegui dormir algumas horas, um mais do que o normal, mas ainda sento que algo me falta, só que eu estou perto de encontrar, muito perto, eu acho.
            Acordamos cedo e fomos comer alguma coisa.
            -Alexandre, desculpe perguntar, mas o que aconteceu com seus pais?
            -Meu pai era marceneiro e construía canoas, para os pescadores da região, ele fazia outras coisas também, só que veio uma seca e os rios e mares da região secaram e os pescadores não queriam mais canoas, as pessoas não tinham dinheiro para comprar móveis e meu pai ficou sem trabalho, minha mãe teve que ajudá-lo com as coisas da casa, mas também não achou nada que pudesse fazer para ajudar. E um dia meu pai saiu para caçar só que não voltou, ele tinha sido morto por algum animal. Minha mãe não deu conta de suportar a dívidas sozinhas, e Elisabeth não podia ajudar porque tinha que cuidar de mim e da Susie, e minha mãe se vendeu como escrava para o rei para que pudesse nos dar algum dinheiro, desde então não há vemos.
            Agora eu entendo perfeitamente a Elisabeth não querer que o Alexandre venha para guerra, ele e a Susie são a família dela, tudo que sobrou da vida dela, talvez tenha sido uma má ideia trazê-lo.
            -Alexandre, ainda dá tempo de voltar, você tem cer...
            -Por favor, nem termine esta frase, eu sei o que eu faço, eu já sou um homem.
            Eu podia dizer que ele era apenas um garoto, mas percebi que apesar de novo ele realmente já era um homem, mas também não vou dizer isto a ele.
            -E o que aconteceu com seu pai?
            -Ele era do exército e eu só o via no natal e no ano novo, mas ele era tão presente pra mim, me ensinou quase tudo que eu sei, me ensinou a ajudar as pessoas e quando eu lhe perguntava por que ele ia para guerra, já que era algo ruim para o mundo, ele me disse que ia para guerra não para matar, mas para salvar as pessoas, para dar sua vida por alguém, e que esse devia ser o principal objetivo do ser humano, mas ele acabou morrendo em umas dessas guerras, e eu deveria odiar as guerras, mas eu percebi que meu pai estava certo e eu deveria tentar evitar que elas acontecessem, mas se acontecesse eu deveria estar pronta para a luta, e eu estou, eu penso que estou...Mas vamos falar de algo mais divertido Ale.
            Meu pai como senti a falta dele...Eu não vou chorar, não vou chorar, não vou...
-Não me chame de Ale.
            -Porque Ale, seu chato. –mostrei língua para ele e ele riu.
            Acabamos de comer. E a moça que cuidava do lugar disse:
            -A refeição e o quarto são 23 kins.
            -Ale o que são kins?-perguntei baixo para Alexandre
            -É a moeda daqui, e não me chame de Ale.
            Eu estava tão entretida que me esqueci que não dinheiro aqui.
            -Ale, você tem 23 kins?
            -Não, e mais uma vez não me chame de Ale.
            O que eu vou fazer, eu não tenho dinheiro nem o Alexandre. Já sei o que vamos fazer, já que estamos com nossas coisas que não eram muitas não teria problema.
            -Ale, quando eu falar você corre.
            Ele balançou a cabeça esperei alguns segundos, peguei nossas coisas e disse:
            -Corre.
            Começamos a correr e quer saber corremos muito, muito rápido mesmo, e ninguém pode nos alcançar.
            Continuando correndo por um tempo e pppppaaaaaaaaf... Eu bati em alguém, quando fui ver era um cara, ele é loiro, forte, bem bonito para falar a verdade, ele estava com um senhor do lado.Então eu disse engrossando a voz:
            -Desculpa.
            -Você deveria olhar, por onde anda.
            -E você ser mais bem humorado.
            -Joey, foi só um esbarrão, não é para tanto. -Disse o senhor que estava do lado do tal Joey.
            -Ale, vamos embora, ainda temos que ir para o acampamento.
            -Vocês também, estão indo para o acampamento?
            -Sim.
            -Nós também vamos, ou melhor, ele vai, eu só estou acompanhando. Vocês parecem perdidos, já que estavam vindo para cá e o acampamento é pra lá.Se quiserem nós acompanhar, mas temos que ser rápido o navio parte em breve.
            Acenei a cabeça concordando.
Navio! Vou viajar num navio de guerra, eu sempre sonhei em viajar num navio de guerra, se não fosse esse tal de Joey que me irritou profundamente eu estaria em chamas agora, ah e eu retiro o que disse sobre ele antes, ele é muito feio e idiota, não gosto dele.
            -E como vocês chamam?
            -Meu nome é Crist... - Droga não consigo pensar em nada.
            -Cristian é o nome dele, e o meu é Alexandre. E vocês?
Valeu garoto você me salvou dessa vez.
-Meu nome é Arthur, e esse é o Joey.
            Depois das apresentações andamos em silêncio até onde os navios estavam ancorados.
            Chegamos e eu vi crianças adultos e idosos despedindo de suas famílias, e lembrei da minha.
O general reuniu todos os homens que iriam para guerra e disse:
-Há apenas um acampamento de guerra já que o rei resolveu dividir as forças em três grandes exércitos, um fica com ele, outro defende o reino e o outro ficava responsável por ataques surpresa. Eu sou responsável pelo último portanto se você tem de 15 a 30 anos você fará parte do exército que estará sob meus comandos portanto se apresente a mim, os demais devem deveram ficar aqui e proteger nosso reino e estarão sob o comando de sua majestade o rei Gustavo V ou de seu sobrinho Henry II.
Eu e Alexandre fomos nos apresentar ao general, demorou um pouco, mas enfim conseguimos embarcar.
O navio era grande e muito bonito tinha caravelas e era tudo muito primitivo, muito antigo, assim como eu me sentia.
-E então Ale o que você está achando?
            -É como meu pai me dizia que era.
            -Seu pai já foi para a guerra?
            -Não, mas eu não te disse que ele construiu muitos navios, navios como estes.
            -Nossa, que legal.Você me disse que ele fazia canoa, não navios.E você aprendeu com seu pai a construir navios também?
            -Não, ele ter morreu antes de me ensinar a construir.
            -Eu sinto muito, Ale.
            -Tudo bem, eu já superei. – ele disse calmamente, mas depois de alguns segundos ele gritou- Quantas vezes vou ter que te dizer para não me chamar de Ale?
Todos estavam olhando para a gente.
            -Fala baixo todos estão olhando para gente agora.
            -Tudo bem Cristine.
            -Não me chame de Cristine, Cristine é nome de mulher, você disse para aquele senhor que meu nome era Cristian, ficou parecido com meu nome de verdade, e me chame de Cris, Cris de Cristine e de Cristian.
            -É melhor assim, pois eu não quero que você estrague tudo só por ser mulher.
            -Mas é claro que eu não vou estragar...
            Garoto idiota, fica me zuando né, você vai ver muita coisa ainda vai acontecer.
            Estava tão distraída que não vi que o tal Joey estava no mesmo navio que a gente, aquele idiota.
O estranho era que pela primeira vez eu não sabia o que pensar é como se meu futuro e meu passado estivessem ligados a ele, e tinha que ser justo a ele um cara que eu diria que tem tudo para ser meu grande adversário.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Capítulo 4 - Heyguy

            Olhei em volta e o dia estava amanhecendo, achei estranho mais tudo bem, resolvi me levantar, e percebi que meu pé estava machucado devo ter caído enquanto corria aquela música não saiu da minha mente, eu não sei o que está acontecendo, mas vou descobrir...
            Comecei a pensar no que fazer e como não achei uma resposta certa então achei melhor analisar o território primeiro para ver se é seguro, afinal eu nem sabia onde estava e como havia chegado ali.
             Fui andando e descobrindo o lugar...
            As casas eram simples, mas clássicas. Tinha um lugar que parecia um bar que era meio bárbaro, não sei descrever bem. As pessoas começaram aparecer, pareciam abatidas, mas essa gente dava um brilho diferente a cidade.
            Vi um senhor caindo e corri para ajudá-lo, ele me fitou e com um olhar curioso me disse:
            -Quem é você?Eu nunca o vi por aqui.
            -Eu sou Joey. E eu realmente não sou daqui. -respondi
            -E de onde você é?
            -Da Alemanha!
            -Alemanha?Onde fica?É um vilarejo aqui perto? E vocês se vestem assim lá?
            Ele não conhece a Alemanha? E eu estou vestindo roupas normais para época, mas ele parece não conhecer essas roupas, nem ele e todo mundo daqui.
            -Senhor onde estou?
            -Em Heyguy, meu filho, mas Alemanha é onde?
            O que é Heyguy, nossa o que será que aconteceu comigo será, acho que estou em uma época diferente pelo estilo das casas das pessoas se vestirem, mas como isso pode ser possível nunca ouvi falar de algo assim antes...
            -Senhor em que ano estamos?
            -238.
            -Antes ou depois de cristo?
            -Quem é cristo?
            Ótimo estou no ano 238 antes de cristo, e agora como vou voltar, se bem que esse sempre foi eu sonho, viver numa era medieval e ir para uma guerra medieval...
            -E o senhor sabe de alguma guerra por aqui?
            -Nem me fale de guerra meu filho, aqui está acontecendo uma horrível e o rei está recrutando de crianças a velhos, eu já passei da idade da qual ele está recrutando, mas como meu único filho morreu na guerra e não tenho mais filhos, nem netos que possam lutar em meu lugar, então eu mesmo terei que ir, e minha mulher está muito preocupada comigo e fica brigando com todos que ele pensa estar envolvida com essa história.
            Então está acontecendo uma guerra aqui, parece o destino querendo que eu lute pena que para esse senhor o destino não foi tão gentil, não só com todo esse povo que me parece estar sofrendo muito, e pelo jeito que ele falou da guerra perece estar feia a coisa, vai ser uma pena se esse senhor morrer, porque ele até  lembra meu avô...
            ...Meu avô é isso, talvez eu tenha vindo para ajudar esse senhor, eu poderia me passar de seu neto, não sei se ele vai gostar da ideia.
            -Eu acho que tem um jeito do senhor não ir pra guerra.
            -Acho que não eu já até tentei falar com os comandantes sobre isso, mas não teve jeito.
            -Senhor, tem um jeito sim, tem um lugar menos movimentado para a gente conversar?
            -Tem sim, vamos lá pra casa.
            Enquanto íamos caminhando ele foi me contando sobre a guerra, como ela começou e sinceramente se não fosse por esse senhor, eu não lutaria nessa guerra, talvez contra esse rei, porque ele é muito idiota e precipitado, e eu realmente gosto de lutar, mas essa guerra está matando mais por dentro do que por fora.
            Chegamos na casa dele, a mulher dele está andando de um lado para outro, e parecia muito cansada...
            -Arthur, onde você estava?Fiquei preocupada.
            -Só sai um pouco, eu não posso ficar trancado dentro de casa.
            -Quem é esse homem com você?Ele veio te buscar para essa guerra, há mais ele me paga-Ela disse pegando uma espécie de vassoura e começando a me bater.
            -Não é nada disso senhora... Pare de me bater que eu explico tudo.-disse eu saindo correndo.
            -Nicole, pare de bater no rapaz, ele só estava tentando ajudar.
            -Você tem certeza?Porque eu posso colocá-lo para fora.
            -Sim, eu tenho certeza.
            -E como ele pretende ajudar?
            -Ele ainda não me disse.
            -Bom, eu acho que eu poderia me passar de netos de vocês, e ir lutar na guerra, assim o senhor não precisaria ir.
            -Mas eu nem tenho filho.
            -O senhor disse que teve um filho e ele morreu, pode dizer que ele teve um filho antes de morrer e que assim que eu fiquei sabendo da guerra vim lutar no seu lugar.
            -Mas porque você faria isso. -perguntou a senhora desconfiada.
            -Eu já iria de qualquer jeito mesmo.
            -E o que você quer em troca?
            -Nada.
            -Você não nos conhece, porque nos ajudaria de graça.
            Eu não queria ofender aquele senhor, mas esse seria o único jeito daquela senhora aceitar isso eu a conhecia a alguns minutos, mas parecia que conhecia ela a muito tempo, no fundo eu também não acreditaria em um cara que eu conheço a poucas horas e já quer fazer algo para realmente ajudar sem querer algo em troca.Eu realmente tenho que ajudá-los sinto que estivesse em dívida com eles.
            -No fundo eu acho que seu marido só vai atrapalhar se for lutar.Então posso ajudá-lo.
            -Tudo bem, não sei por que eu confio em você.
            Pude ver que o senhor se sentiu humilhado, me sinto mal por isso, entretanto agora tudo ficaria bem, eu acho.
            Agora eu só tenho que mudar minhas roupas afinal, não posso chegar lá assim, peraí eu nem sei onde fica o tal lugar, vou ter que perguntar isso também.
            -Senhor, poderia pegar umas roupas, para mim, eu não posso chegar lá assim.-apontei para as minhas roupas.
            O senhor Arthur foi pegar umas roupas para mim enquanto a sra.Nicole preparava algo para mim comer.E eu fiquei esperando numa espécie de sala, sei lá tudo muito familiar, porém muito diferente do que eu estava habituado a ver nas casas na Alemanha, como posso estar tão longe (mais de 2.000 anos para ser exato) e me sentir tão em casa.
            -Aqui está.
            Ele me entregou uma roupa de guerra, que era incrível.
            Vesti e serviu perfeitamente como se fosse feita para mim, me senti muito bem, e eu fiquei bem, como num sonho, será que vou acordar agora?Esperei um tempo, me bati e nada, se eu estava dormindo eu não queria acordar.
            Isso está me assustando, como isso aconteceu, eu tenho que descobrir, o pior que está tudo dando certo que nem dá vontade de procurar uma resposta.
            A Sra.Nicole me serviu uma comida que eu nunca ouvi falar...
            -Grunhado de jilyave- disse ela
            Que apesar do nome tinha um gosto extremamente bom...grunhado de jilyave, nunca imaginei.Enquanto terminávamos de comer pedi para o Sr. Arthur me falar mais do acampamento e ele me contou suas histórias de guerra, suas aventuras, as do seus antepassados, do seu povo, me contou a verdade da era medieval, parecido porém diferente do que a gente imagina que é...ficamos horas e horas conversando, quando vi já estava de noite.
            -Ai meu Deus já é de noite tenho que ir para o acampamento logo.
            -Não, você vai dormir aqui, amanhã de manhã você vai.
            Consenti com a cabeça, sem nem ao menos responder.
            Comemos e eu me deitei num quartinho velho, que era do filho deles, parecia que ninguém ia ali a muito tempo.
            Deitei, virei para um lado, virei para o outro, tudo estava bem, mas ainda não consigo dormir, e não é por causa do que aconteceu com meus pais agora eu pude perceber já que aquele vazio tinha sumido grande parte, eu não sei o que é mas algo está faltando...
            Como não conseguia dormir, fiquei pensando no que esperar da guerra...
            Eu não sabia.
            Não sabia se me esperava a glória ou a morte...não sabia como, nem porque eu estava ali, não consegui decidir o que esperar, então resolvi tentar apenas dormir, tentar...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Capítulo 3 - Grinbold


                 Que cidade, que nada, está mais para um vilarejo, mas onde estou?E como vim parar aqui?Não dá para ver nada direito...devo estar sonhando!Me belisquei, me bati, pulei, esperneei e nada, é talvez isso não seja um sonho e deve-se pensar no que fazer agora.
            Pelo jeito que o céu está agora deve ser 1h da manhã, portanto não ter ninguém acordado, não me resta nada além de tentar dormir, só achei uma árvore para eu encostar nesse escuro, fazer o que né?
            Tentei mas não funcionou muito bem, a árvore era muito desconfortável e fui pensando em onde eu estava, então fui para as possibilidades:
            1°-Havia sido raptada por ETs;
            2°-Fui para um outro mundo, através do meu balanço que era mágico;
            3°-Fui para um outro planeta;
            4°-Estava num processo de transformação (vampiro, fênix, pensei até em unicórnio...);
            5°-Viajei no Tempo;
            Resolvi ficar só com as mais prováveis:1°- porque os ETs teriam um vilarejo que pareceu bem humano, bem eles poderiam ter raptados vários humanos e eles terem feito o vilarejo, é me pareceu provável, então era umas das escolhidas.2°-É a que eu mais gosto então, logo já era umas das escolhidas.3°-Não mesmo, nem sei porque pensei nisso.4°-Acho que eu teria percebido se fosse mordida ou algo assim.5°-Talvez, bem talvez mesmo seja isso o que aconteceu.Me restaram 3 possibilidades, mas ainda não sabia se era umas das 3.
            E tudo ia ficando mais escuro e calmo...até que senti algo me balançando...
            -Estranho acorda, acorda...
            Então abri os olhos e vi uma moça me chamando, sentei e falei:
            -Em que posso ajuda - lá?
            -Moço, o que o senhor está fazendo aqui?Ficou sabendo do meu irmão e veio pega-lo não foi, para lutar nessa guerra maldita.- ela disse com lágrimas nos olhos.
            Pensei no que ela disse 1° ela achou que eu era um homem, percebi que estava com minha calça jeans e minha blusa de moletom de capus, e pelas vestes que ela estava que eu posso descrever como longas e de um tecido que não se via a muito tempo, um vestido até bonito, mas que eu provavelmente não usaria, e que provavelmente as mulheres ali não se vestiam assim e a 2° estava tendo uma guerra, em algum lugar por perto.
            -Não vim pegar o seu irmão para essa tal guerra e eu não sou um homem- eu disse tirando o capus e revelando meus longos cabelos loiros, pude ver pelo espanto de seus olhos que eu estava certa essa mulher nunca imaginou uma mulher vestida de calça e me perguntei em que mundo essas pessoas estavam.- Posso lhe fazer uma pergunta?
            -Claro, e me desculpe por pensar que você era um homem.
            -Sem problemas, você foi raptada por ETs?e eles são verdes?
            -ETs?!O que são ETs?
            Ela não sabe o que é um ET?primeira possibilidade indo embora...
            -Em que mundo estamos?
            -Em que mundo estamos?o único que existe, ora!
            2° possibilidade indo embora...
            -Em que ano estamos?
            -No ano 238, mas que perguntas estranhas, você bebeu alguma...
            A 3° e menos provável é a verdadeira, ela disse mas alguma coisa mas eu nem ouvi, porque eu viajei no tempo, eu viajei eu viajei no tempo...
            -Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuoooo YEEEEESSSSSS-eu grito
            A moça acabou se assustando com meu grito e eu disse envergonhada:
            -238 antes ou depois de cristo?
            -Quem é cristo?
            UAU, estou em 238 antes de cristo, viajei mas de 2.000 anos.Calma, não surta, se você gritar de novo essa moça vai enlouquecer.
            -Desculpe, é que eu fiz uma viajei muito longa e ainda não coloquei meus pensamentos em ordem!
            -Tudo bem, mas você veio de onde?
            -De um lugar muito longe, muito longe mesmo!Pode me falar um pouco da guerra?
            -Claro, me acompanhe até minha casa e eu te conto.
            -Não me disse seu nome?
            -Elisabeth.
            -Me chamo Cristine, Elisabeth.
            Fomos caminhando e enquanto caminhava reparei que a guerra mexeu muito com esse povo pois eu podia ver tristeza, muita tristeza mesmo nos olhos desse povo e essa guerra levou homens do reino todo, pois eu só via alguns meninos e alguns idosos, eles recrutaram todos os homens capacitados a luta, mas os olhos que julgavam a capacitação não eram os do povo mas de comandantes frios e cruéis...
            Além disso reparei nas casas, eram todas antigas(antigas pra mim é claro), lindas eu diria, ricas em detalhes apesar de simples, tinha um ar de aconchego, união, sei lá, enquanto andava as pessoas mesmo tristes e confusas pelas minha roupas, tentavam sorrir pra mim como se me dissessem que tudo iria acabar bem, mesmo que não tivessem certeza, havia chegado não havia nem um dia e eu já me apeguei a esse povo, e entraria em qualquer guerra se fosse para protegê-los...e ir pra guerra até que seria divertido.
            Elisabeth parou em frente uma pequena casa e me chamou para entrar, entrei e vi uma menina que parecia ter uns 6 anos sentada no chão e um menino que me pareceu ter uns 14 ao lado dela.
            -Esses são meus irmãos, Susie e Alexandre.
            -Oi- eu disse.
            -Beth ela vai nos fazer mal?-perguntou Susie a menina mais nova.
            -Não Su, ela só veio conversar um pouco.
            -Então, conte-me da guerra.
            -Nosso Rei Gustavo V se casou com a irmã do Rei da Yugos o Demitry I, e por cinco anos eles foram felizes, pelo era o que se dizia só que a rainha pegou nosso rei com outra mulher e voltou às pressas para seu país e contou a seu irmão que ficou furioso e declarou guerra a Girady imediatamente, desde então o rei vem pegando todos os homens de 13 a 60 anos para lutar na guerra e levando para um de seus acampamentos de guerra para serem treinados, todos acham loucura mas ninguém o diz ao rei.
            Tudo o que ela disse me deu arrepios, nossa que rei maluco, se eu o visse provavelmente diria tudo o que penso para ele...
            -Você pensou que eu fosse um oficial que veio atrás do seu irmão, qual o motivo disso?-perguntei a ela.
            -É que meu irmão também foi chamado, mas eu não queria que ele fosse, ele é só uma criança e eu não suportaria perder mais ninguém, já perdi meus pais para guerra, perder meu irmão seria demais, então o escondi aqui e casa, mas tenho medo que descubram.-ela disse começando a chorar.
            Eu não sabia o que fazer, mas de uma coisa eu tinha certeza tinha que ajudar essa família.
            Foi ai que tive uma idéia, só não sei se ela concordaria, de qualquer forma eu era a sua única chance, então não creio que ela recusaria.
            -E se eu me disfarçasse de homem e me passasse por seu irmão?
            -A guerra é muito perigosa, eu não posso permitir.
            -Não se preocupe comigo, eu sei me virar, além do mais eu sempre quis ir para guerra, você ficaria feliz por seu irmão estar a salvo e eu por ter ido pra guerra e por ter ajudo vocês!
            -Você tem certeza?
            -Absoluta. Eu só vou precisar de algumas peças de roupa porque eu não tenho nenhuma aqui e se você poder me emprestar algumas, eu agradeceria.
            -Claro, eu já vou pegar.
            -E se puder trazer umas blusas um pouco mais largas.
            Enquanto ela ia pegar as roupas, Alexandre o irmão dela se aproxima de mim e fala:
            -Você não precisa ir, eu vou.Elisabeth que fica com essas bobagens de que eu não posso ir pois ainda sou uma criança, entretanto eu já sou um homem, ela que não vê isso e me prende dentro de casa.
            -Alexandre, sério você é muito novo para a guerra, o rei de vocês que é um babaca, e fica mandando crianças, quanto a sua irmã ela só está preocupada com você!
            -Você fala de idade, mas você deve ter uns 17 e eu tenho 15, 2 anos de diferença grande coisa, além do mais você é uma mulher eu não posso permitir que você vá lutar no meu lugar!
            -Você não entende né, realmente não é só por você, é por mim eu quero ir para guerra, e enquanto meu pai estava vivo, ele me ensinou artes marciais, luta de 2 espadas, arco e flecha. Confie em mim eu sei o que estou fazendo.
            -Tudo bem, mas eu também quero ir, meu pai não me criou para ser um covarde, que foge das coisas!Por favor, fale com minha irmã para ela permitir que eu vá!
            Quando reparei Elisabeth estava parada na porta e provavelmente ouviu uma boa parte de nossa conversa.
            -Alexandre, já tivemos essa conversa e eu não quero que você vá, pare já com isso!-gritou ela.
            Pensando bem o garoto tinha razão no lugar dele eu também iria querer ir. Além do mais sinto como se o conhecesse muito bem. Então tive que falar em prol dele:
            -Elisabeth, por mais que eu ache que ele é muito novo, se ele quer ir, você não pode negar isso a ele, está no sangue dele ser assim, na essência, você deveria permitir.
            -Mas eu não suportaria perde-lo também.
            -Eu sei o quanto isso é difícil, mas eu vou também e prometo que eu vou protegê-lo em tudo que tiver no meu alcance, o garoto vai ficar bem.
            -Promete que vai se cuidar Alexandre?
            -Prometo.
            -Mas saiba que você vai porque eu sinto que posso confiar até minha vida, a Cristine.E eu nem sei porque.
            Mas eu sei porque, porque eu sou demais!!!Resolvi não falar nada sobre o fato, mas estranhamente eu também confia neles.Nesse momento pude ver a alegria em seus olhos, e me senti bem por isso, mas algo me diz que isso vai me dar muita, mas muita dor de cabeça, como um irmão mais novo...Beeem chato, tomara que eu esteja errada.
            Peguei as peças de roupas que Elisabeth tinha pegado para mim, era estranho não vestir as minhas roupas, mas tinha que ser assim.
            Vesti uma blusa branca e uma calça azul, a calça serviu perfeitamente, e a blusa assim como pedi ficou um pouco larga, e eu com alguns pano fui tentando disfarçar o busto. Foi um pouco difícil, mas com um pouco de sorte eu diria, consegui disfarçar um pouco, o que ficou bem melhor com um casaco por cima.
            Agora o maior problema, o cabelo, eu não sabia o que fazer...
            -Acho que você deveria cortar!-sugeriu Alexandre
            -Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaão!Meu lindo cabelinho não!-eu disse, quase um grito eu diria.
            -Quero ver o que você vai fazer então. -disse Alexandre rindo.
            Com muita relutância deixei Elisabeth cortar meu cabelo um pouco abaixo do ombro, pois assim seria mais fácil disfarçar meu cabelo, coloquei um pano fino em volta do cabelo deixei uma parte da franja à mostra e coloquei um chapéu.
            Alexandre já estava arrumado e ansioso, então nos despedimos rápido o estranho que foi como deixar minha casa, na verdade mas difícil, quer saber deixa pra lá, eu só quero viver um pouco isso e fomos em busca da aventura ou da guerra, eu ainda não sabia o eu iria viver, o que eu deveria esperar, quantas pessoas vão morrer, quantas pessoas eu vou matar...